Eis o que escrevi: (cuidado, pode haver spoilers)
Tempos Substitutos
Embora os filmes apresentados estejam quase que em pontas opostas da cronologia cinematográfica eles ainda apresentam algumas características semelhantes o que mostra que durante todo esse tempo, 73 anos, a tecnologia avançou muito, mas a maneira como a humanidade encara esse avanço e como ela é mostrada no cinema continuam praticamente a mesma.
Em ambos os filmes vemos a busca dos personagens principais por se desfazer das tecnologias de cada época para conseguir ter uma qualidade de vida superior enquanto humano. Em Os Substitutos apresenta-se a robótica como um estilo de vida padrão para todos os seres, o que pode ser comparado ao celular ou computador pessoal, hoje artigos indispensável, mas que há 20 anos não faziam falta á sociedade. O paralelo pode ser traçado com mais facilidade no filme Tempos Modernos, onde a tecnologia mostrada no filme, processos de produção em massa e industrialização, hoje são realmente indispensáveis, não dá mesmo para voltarmos a viver na idade das trevas artesanais.
Outro ponto importante que vemos nos dois filmes é que o avanço da tecnologia é encarado como um prejuízo para a condição humana de vida, no sentido de que ao interagir com as máquinas os protagonistas perdem, ainda que por pouco tempo, a capacidade de se sentirem humanos e sãos, sendo preciso um fator externo maior para que eles sejam tragados dessa realidade não humana onde eles é que seriam controlados e dependentes das máquinas que controlam.
Por fim, os dois filmes apresentam revoluções, o mais óbvio é a revolução industrial apresentada em Tempos Modernos onde as greves marcam uma reivindicação contra o avanço da tecnologia que nesse ponto torna-se mais rápido do que o avanço das condições de trabalho, enquanto n’Os Substitutos a revolução é feita pelo próprio inventor da tecnologia quando percebe que a humanidade agora se esconde covardemente da própria humanidade atrás de organismos mecânicos que simulariam a vida.
Poderia citar outros filmes em que vemos as mesmas características ou coisas ainda mais chocantes do que o que já foi citado, mas aí estaríamos fugindo do tema proposto. Concluímos então que há 73 anos o cinema vem mostrando a tecnologia como a ruína de uma sociedade fraca que pode se deleitar da luxúria tecnológica por vontade, mas que não consegue se desligar dela para ter uma qualidade de vida biológica superior enquanto humanos que são.
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